Comparando hotéis e preços, acabamos por escolher o Grand Palladium Kantenah, mas logo à chegada fizeram-nos um upgrade para o Grand Palladium Colonial.
Tínhamos lido muita coisa sobre este tipo de upgrade, incluindo várias "reclamações" sobre o facto do Colonial ficar mais próximo da zona das rochas e por isso ser menos procurado.
Para nós essa alteração de hotel não foi um problema, antes pelo contrário, pois pelos caminhos secundários do hotel chegávamos rapidamente à praia e, por outro lado, ficamos mais próximo de uma das piscinas principais (o resort tem duas piscinas principais e várias piscinas secundárias mais pequenas).
Chegamos de noite e o nosso único problema foi entender o mapa do resort para descobrir um sítio para comer, pois o complexo é bastante grande (5 hotéis).
Nunca vi nada assim. A oferta em bares e restaurantes era muita, mesmo sem incluirmos os restaurantes à la carte. Também havia uma grande variedade de atividades durante o dia (desde dança a aulas de cozinha) e espetáculos noturnos em dois locais diferentes.
Nos restaurantes de buffet havia uma grande variedade de comida a todas as refeições e jantares temáticos.
Nos restaurantes à la carte era obrigatório o uso de calças e por isso não fomos a nenhum.
Quanto aos bares, estavam em todo o lado e recomendamos vivamente o cocktail "Bananamama". ;)
No lado direito da praia, junto às rochas, havia uma zona muito boa para snorkeling, com imensos corais e peixes. Devemos ter passado horas dentro de água...
Com tantos cocktails e atividades dava muito jeito o comboio que circulava entre os lobbies e os carrinhos de golfe que levavam as pessoas onde quisessem (estamos a brincar, era mais por causa da dimensão do resort).
Sobre o resort, queremos deixar aqui apenas mais uma nota, pois já várias pessoas nos perguntaram sobre os animais que existem nos hotéis no México. Havia várias iguanas, mas estavam paradas ao sol e guaxinins que "roubavam" os restos de comida que as pessoas deixavam cair junto à praia e nos caixotes de lixo, mas que fugiam sempre que alguém se aproximava muito. Vimos também um outro animal, que não conseguimos identificar, que parecia uma mistura de coelho e rato, mas que também não se aproximava muito das pessoas.
Quando planeamos a viagem decidimos fazer uma excursão a Chichén Itzá, pelo que fizemos algumas pesquisas sobre a oferta existente.
Optamos por fazer a excursão a Chichén Itzá e Ek Balam com a Exploratours e correu tudo muito bem. A Exploratours é de um português, o Miguel, residente no México, muito simpático e as excursões contam com o apoio de uma pessoa local descendente dos Mayas. Além da vantagem das visitas guiadas em português, os preços são bastantes competitivos.
Chichén Itzá é uma cidade Maya na Península de Yucatán e a sua pirâmide (pirâmide de Kukulkan) é uma das sete novas maravilhas do mundo.
O alinhamento e as formas da pirâmide permitem observar fenómenos de luz e sombra durante os equinócios e solstícios. As esculturas de serpentes, na escadaria Norte, parecem mover-se durante os equinócios da primavera e do outono devido à forma como as suas sombras se projetam.
Outra curiosidade sobre a pirâmide: se batermos palmas em frente à escadaria, o som do aplauso causa um eco semelhante ao canto de um Quetzal (pássaro).
Mas Chichén Itzá não se resume à pirâmide de Kukulkan, é uma cidade arqueológica e inclui também o Templo dos Guerreiros, a Praça das Mil Colunas e o Campo de Jogo de Pelota (cuja acústica é impressionante por permitir a comunicação entre pessoas de extremos opostos sem ser ouvida noutros níveis; os sons chegam à posição oposta quase com a mesma intensidade).
| Campo de Jogo de Pelota |
Ek Balam significa "Jaguar Negro" na língua Maya. Esta zona arqueológica é uma das principais atrações devido ao seu restauro recente e ainda é permitido subir o templo principal, talvez por não ser ainda muito visitada.
A excursão incluía também uma visita ao Cenote Ik Kil e à cidade de Valladolid.
Os cenotes são ligações entre a superfície e águas subterrâneas.
O Cenote Ik Kil encontra-se a 26 m da superfície e tem cerca de 60 m de largura e 40 m de profundidade. A sua água (doce) é límpida e muito fria, mas vale a pena a experiência de nadar num cenote.
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| Valladolid |
Também saímos do resort para irmos às ruínas de Tulum, a Akumal e à Playa del Carmen, mas fomos por nossa conta, de colectivo. Os colectivos são carrinhas brancas que circulam na estrada principal entre Playa del Carmen e Tulum.
Para apanhar o colectivo é só ir para junto da estrada (no sentido para que se pretende ir) e esperar que ele passe. O preço varia (entre 20 e 30 pesos) consoante o percurso e o tipo de colectivo, pois há uns mais recentes, com ar condicionado, mais caros.
Para chegar às ruínas de Tulum é só atravessar a estrada quando se sai do colectivo e andar em direção ao mar.
Para quem gosta de fazer snorkeling, como é o nosso caso, Akumal é paragem obrigatória numas férias na Playa del Carmen. Para chegar a Akumal também só atravessar a estrada quando se sai do colectivo e andar em direção ao mar.
A nossa primeira paragem foi na praia em frente a este caminho. Aqui, uma pessoa que dizia trabalhar para a área protegida da baía de Akumal tentou convencer-nos de que não podíamos fazer snorkeling sozinhos e, após algumas perguntas da nossa parte, acabou por dizer que não era obrigatório ter guia, mas que sozinhos não íamos encontrar as tartarugas. Mesmo assim, decidimos caminhar sozinhos pela praia e ainda bem que o fizemos, porque encontramos outros turistas a fazerem snorkeling que nos indicaram o local onde já tinham visto tartarugas... e nós também as conseguimos ver! :)
Daqui seguimos para a lagoa Yal Ku (fomos a pé, mas a distância ainda é considerável), onde o snorkeling é fantástico. O acesso é pago, mas vale a pena, pois vimos imensos corais, peixes e até uma raia.
Dicas de viagem:
- Os operadores turísticos procuram convencer as pessoas de que apenas é seguro fazer excursões com eles, o que não corresponde à verdade, pois não são os únicos acreditados para tal e de que não é seguro sair do hotel sem eles, mas é perfeitamente seguro andar na zona da Playa del Carmen e usar os colectivos;- Não beber água não engarrafada ou bebidas com gelo fora dos resorts.
Curiosidades:
Altura da viagem: Maio de 2013.Viagens: Reservadas através da Dominicatours.
Hotel: Grand Palladium Kantenah (incluído no pacote de viagem reservado através da DominicanaTours), mas fomos colocados no Grand Palladium Colonial.

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