Quando começamos a planear a nossa primeira viagem juntos, decidimos que teria de ser para um destino especial, com algo que marcasse as nossas recordações pela diferença e de um momento para o outro estávamos a fazer pesquisas sobre a Islândia.
As nossas primeiras pesquisas e as imagens que vimos fizeram crescer a curiosidade e o entusiasmo em relação a este país, pelo que não foi difícil decidir o destino da nossa primeira viagem juntos: A terra do gelo e do fogo!
Nas nossas pesquisas percebemos que a melhor maneira de conhecer o país seria de carro, para fazermos as coisas ao nosso ritmo, sem imposições de horários.
No primeiro dia já chegamos tarde e só saímos do hotel para jantar e ver um pouco de Reykjavik à noite. Ao aterrar tivemos a sensação de estarmos a chegar a outro planeta por causa da paisagem tão característica da Islândia.
No segundo dia de viagem, assim que levantamos o carro na rent a car, introduzimos as coordenadas de GPS no telemóvel e rumamos ao nosso primeiro destino - Þingvellir, com o nosso farnel (que tínhamos comprado no dia anterior num supermercado perto do hotel) na bagageira. Nesse dia fizemos o chamado Golden Circle: Pingvellir, Gulfoss e Geyser.
Por mais bonitas que nos parecessem as fotografias que tínhamos visto na internet, a paisagem de cada um destes sítios deixou-nos deslumbrados, pelo que deixamos aqui uma pequena amostra...
No terceira dia de viagem saímos cedo do hotel em direção a Jökulsárlón, pois o dia reservava-nos cerca de 400 km de condução a cada um, possivelmente com gelo e neve à mistura.
E assim que nos começamos a aproximar de Vík (mais ou menos a meio do caminho para Jökulsárlón) a neve começou a cair até que a estrada se transformou num manto branco. A partir daí a viagem foi inesquecível e repleta de experiências novas (mas afinal era mesmo disso que estávamos à espera!): desde queda de neve, a estradas geladas, às cinzas do Eyjafjallajökull que atravessavam a estrada empurradas pelo vento... até Jökulsárlón. A experiência de ver um glaciar pela primeira vez é indescritível!
O quarto dia foi reservado ao descanso (bem merecido depois dos kms feitos na véspera) e por isso fomos até à Blue Lagoon. ;) O efeito relaxante da água quente com temperaturas negativas no exterior é fantástico!
A Lagoa Azul foi originalmente um subproduto acidental dos furos destinados à produção de energia geotérmica e a água tem uma composição única, com sílica, algas e minerais.
| Blue Lagoon |
Para ilustrar (mas não há foto que lhe faça jus), aqui fica uma das poucas fotos que conseguimos tirar.
| Aurora boreal |
No quinto dia fomos a Seljalandsfoss e a Skógafoss e aproveitamos ainda para dar uma volta em Skógar.
Em Seljalandsfoss pode-se andar por trás da queda de água, mas como estava muito frio e o chão estava gelado não o pudemos fazer.
Em Skógafoss, devido à enorme quantidade de partículas aquosas na atmosfera, é visível um (e com sorte dois) arco-íris nos dias de sol. No lado direito da cascata há uma escada que sobre até ao topo, mas as rajadas de 100 km/h não foram encorajadoras.
| Skógar |
O último dia, após devolução do carro, foi reservado à capital, um passeio em Reykjavik que quase se tornava num voo, com rajadas acima dos 100 km/h, mas agarrados às paredes lá fomos nós!
Dicas de viagem:
- O aeroporto fica em Keflavik (a cerca de 45 minutos de Reykjavik). Há um autocarro que faz a ligação entre o aeroporto e os principais hotéis de Reykjavik, o Flybus, com wi-fi gratuito a bordo;- Para quem esteja à vontade a conduzir num país estrangeiro e, eventualmente (dependendo da altura do ano), em cima de gelo e neve a melhor forma de conhecer o país é de carro;
- Levamos sempre comida comprada no supermercado nas nossas viagens de carro, pois andamos muitas horas sem passar em nenhuma localidade. Chegamos a deixar algumas coisas (queijo por exemplo) na bagageira do carro de um dia para o outro, pois o frio de noite era tanto que aquela funcionava como frigorífico;
- A água da torneira é potável e tem um sabor muito agradável, pelo que não é necessário comprar água engarrafada;
- Na altura do ano em que fomos à Islândia, o sol começava a por-se lentamente pelas 16h30 e durante o dia nunca estava muito alto, típico de latitudes muito altas;
- As auroras boreais só são visíveis num local escuro, longe das luzes das localidades, em noites de céu limpo. Há páginas na internet que indicam a probabilidade de as ver.
Curiosidades:
Altura da viagem: Outubro de 2012.Viagens de avião: Reservas através da netviagens.
Hotel: Hotel Björk (a poucos minutos a pé do centro de Reykjavik; há um supermercado próximo), reservado através do booking.
Carro: Thrifty (foram-nos buscar ao hotel numa carrinha e levaram-nos até à rent a car e vice-versa no dia de retorno do carro).
A letra 'Þ' lê-se como 'th'.
Sem comentários:
Enviar um comentário